Sete empresas aderiram à redução de jornada com corte de salários

Quando há diminuição dos rendimentos, existe uma contrapartida do governo, que compensa até 50%.
Há três meses, desde que o governo federal criou o Programa de Proteção ao Emprego (PPE) — no qual as empresas em dificuldades financeiras podem reduzir a jornada de trabalho e os salários em até 30%, a fim de manter os empregos —, sete companhias (nenhuma no Rio) aderiram ao projeto (já incluindo a Volkswagen do Brasil) e outras 26 estão com processos em análise. Segundo o Ministério do Trabalho, essas 33 organizações reuniriam mais de 23 mil trabalhadores, quase a metade dos 50 mil que a União pretendia abranger no programa.

Quando há diminuição dos rendimentos, existe uma contrapartida do governo, que compensa até 50% da perda salarial do empregado, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Assim, quando a companhia adere ao PPE e reduz a jornada e os salários em 30%, um trabalhador com renda de R$ 2.500 passa a receber R$ 2.125 por mês. A empresa paga R$ 1.750, e o governo banca R$ 375. Aquele que ganha R$ 5 mil recebe R$ 4.250 (com o corte 30% da carga horária e do vencimento), dos quais R$ 3.500 são pagos pelo empregador e R$ 750, pelo FAT. Vale lembrar que a compensação do governo é limitada a R$ 900,84, ou seja, 65% da parcela máxima do seguro-desemprego.

Nos dois casos, na prática, o corte acaba sendo de 15%. As contribuições para o INSS (pagas pelo funcionário) e o FGTS (recolhida pelo patrão) incidem sobre o salário complementado, ou seja, sobre 85% do rendimento original.

Considerando, porém, um trabalhador que ganha acima de R$ 6 mil, a perda é maior. Quem tem renda de R$ 6.500, por exemplo, tem um desconto de R$ 1.950. Ou seja, passa a receber R$ 4.550 de salário mais R$ 900 de complemento (limite imposto pelo FAT), totalizando R$ 5.450 (16% a menos).

As empresas Grammer do Brasil, Rassine NHK Autopeças e Caterpillar do Brasil foram as primeiras a aderir, somando 2.500 empregados. Depois, foram incluídas Pricol do Brasil Componentes Automotivos, Indústria de Serras Dal Pino e Mercedez-Benz do Brasil, num total de 9.249 trabalhadores.

As interessadas podem participar do programa por um prazo de seis a 12 meses. Os setores automobilístico, metalúrgico e fabril são os mais propensos a aderir ao PPE, que vai funcionar até 31 de dezembro de 2016, segundo matéria do Extra.
Fonte: Com informações de Notícias ao minuto. Publicado Por: Ana Paula Soares, 180 Graus